[5e] Campanha novinha saindo do forno!

Olá caros mestres! Vos escrevo para divulgar um projeto que iniciei Novembro passado, que eu venho tocando a passos lentos, mas firmes. Para dar um breve contexto, eu estava escrevendo uma Campanha baseada na Guerra Sangrenta, entre diabos e demônios, e criei cerca de 50 páginas, em inglês. Porém me surgiu uma outra ideia que me fez abortar, ou melhor, pausar esta campanha demoníaca.

A gente volta e meia ouve notícias sobre a situação da Venezuela, a fome, o caos, a opressão. E pensei comigo: seria interessante colocar os jogadores em um cenário caótico similar. Eis que então comecei a discutir a ideia em um grupo de Whatsapp no qual se encontram cerca de 100 mestres. Alguns membros contribuiram com suas ideias, mas nenhum o fez como o Will. Trocamos tranquilamente mais de 300 a 400 mensagens, inundando o grupo com nossas trocas de ideias.

Hoje, vos apresento a versão Beta. Ela consiste em um módulo de campanha, similar àqueles da 5e como Storm King Thunder ou Rise of Tiamat. Uma vez pronta, ela irá dos níveis 1 a 10. A ideia central é que uma heroína de guerra juntou a nação de Chessenta, uma região que pode ser comparada à Grécia Antiga, porém versão Fantasia, contra a nação inimiga como um último ato de guerra. Para encerrar o ciclo de guerras sem fim que a região sofria século após século, ela resolver trazer a paz com algumas medidas…. drásticas. Sem dar muitos detalhes, o resultado de sua política foi um governo opressor, liderado por uma tirana, a qual ela se tornou.

A ambientação é hostil, o grupo começa sem armas, magias arcanas resultam em pena de morte, apenas uma religião é permitida. Nesta campanha, o grupo pode ter a chance de liderar uma rebelião contra o Estado opressor e virar o jogo. Não será uma tarefa fácil! Muitos desafios os aguardam.

Com relação ao conteúdo, o mesmo possui, no momento:

– História Central

– Resumo do Roteiro

– Instruções de como executar a aventura

– Detalhes sobre a região de Chessenta, e Unther

– Um vilarejo bem detalhado onde a Parte 1 da Campanha se passa

– Três pequenas aventuras para introduzir os jogadores no cenário

– Outras ferramentas para ajudar vocês, mestres, a rodar a aventura

O que peço a vocês é apenas uma coisa: comentem, deem suas opiniões e impressões. Podem me achar no FB, meu nome é Christian Zeuch, caso queiram fazer comentários, tirar dúvidas, sugerir algo, etc.

Espero que gostem, e agora falta “só” terminar o módulo todo.

Lhes desejo boas aventuras e explorações, e muito XP!!

Link para Download

[5e] Asakku, a Praga dos Céus de Karvox

Imagem de Coolvibe – Gonzalo Ordoñez

Como eu mencionei no artigo anterior sobre os Fitonecróticos, estou fazendo a parte mecânica da 5e para a região de Karvox , dos Impérios Despedaçados. O local é bastante hostil e as formas de vida que lá se desenvolvem se adaptaram para suportar o ambiente agressivo, o resultado é: tem várias criaturas perigosas e interessantes no bioma de Karvox, e elas serão postadas aqui no blog ao poucos, como uma palinha do que está por vir. O objetivo final será ter um arquivo com toda a “lore”, a história e detalhes sobre Karvox, incluindo material mecânico para a 5e.

O trabalho está sendo realizado da seguinte forma, em linhas gerais: o Will criou um arquivo com as informações narrativas. Parte deste arquivo é um Bestiário com algumas criaturas, contendo informações gerais, de biologia, de combate e de caça e doma. Com base nisso, eu estou criando as criaturas e fazendo suas fichas seguindo regras da 5e. E caras, dá um trabalho bacana desenhar e preparar uma criatura seguindo apenas alguns parâmetros puramente narrativos.

Pois bem… Nosso querido D&D 5e não tem, oficialmente, uma Fênix. O que é uma pena. Existem versões “homebrew”, ou caseira, internet afora, mas nada em livros oficiais já lançados. A região de Karvox tem uma criatura parecida. Não se chama Fênix, mas é um “pássaro” feito de puro fogo, dotada de um poder muito grande. Foram feitas para serem raros os grupos de corajosos aventureiros que podem abater tal inimigo facilmente sem sofrer perdas no processo.

A Asakku se assemelha a um bárbaro, um animal furioso cujo poder se torna crescente conforme a devastação que ela causa se alastra. Ela abusa de investidas aéreas e ataques em área, procurando espalhar fogo e incendiar o máximo de material possível. Foram essas as informações que serviram como base para construir esse pássaro frenético.

O resultado está ai, uma criatura veloz, bastante agressiva e capaz de grande devastação.Caso você queira ensinar uma lição para seu grupo que esquece quão importantes ataques à distância são, a Asakku, lhes ensinará esta lição de maneira gloriosa. Fique a vontade para usar ela e compartilhe com a gente sua opinião sobre.

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[5e] Morto-vivo no nível 1? Sim!

Imagem por Irina Nordsol Kuzmina.

Alguns anos atrás, lendo sobre o polêmico tema “praticar necromancia é um ato vil?”, me deparei com esse relato, em inglês, que conta a história de um internauta que estava jogando RPG via Fórum. Ele interpretava um necromante que usava suas magias de necromancia para fazer morto-vivos que, ao invés de serem usados para realizar planos maquiavélicos, ele os usava para ajudar as pessoas e melhorar a sociedade. Ele ensinou a prática para muita gente, e com isso desmantelou tiranias e salvou civilizações. No fim de sua vida, ele usou magias para visualizar os locais que ele tinha ajudado. Para sua supresa, tudo havia voltado ao que era. Tiranos estavam de volta, homens fazia trabalho duro. Aventureiros, “heróis”, eles se chamavam, mataram a maioria dos necromantes que ele havia ensinado. O personagem do autor deste relato ficou conhecido como “Arquilich”.

No leito de sua morte, um grupo o encontrou, esperando um maléfico e sinistro vilão. Ao invés disso, encontraram um homem velho e desolado por ter tido o trabalho de sua vida destruído por paranóia e preconceito. O que houve foi que o mestre que estava narrando para este internauta usou seu personagem como um BBEG (Big Bad Evil Guy, ou simplesmente, um arquivilão) em uma outra campanha sua.

Eu fiquei arrepiado ao ler o relato, tanto pelo jogador, que interpretou um personagem único e épico, quanto pelo mestre que fez esse “cross-over”, ou seja, usou um personagem de uma campanha como vilão de outra. Fiquei com vontade de jogar de necromante, e criei o neto deste lendário necromante. Porém o fato de saber que eu só poderia ter mortos-vivos apenas no nível 5 me incomodava, então criei um ritual para permitir uma versão fraca de um morot-vivo para o nível 1. Não é a versão que está disponível para download ao fim do post, mas foi usada como base para fazer aquela.

Era um ritual que permite a criação de servos mortos-vivos, estilo um zumbi, mas muito fraco em combate, porém aceitável socialmente. É uma ótima oportunidade para aqueles que querem muito jogar de necromante mas não gostam da ideia de ter que esperar até o nível 5 para ter seu primeiro “pet”.

Relato original:

O que me leva ao Will. Em seu cenário existe uma região chamada Karvox. Um local deserto, asolado por raios de fogo, criaturas perversas, onde pessoas determinadas a fazer dali um lar se instalaram. Os karvoxianos são grandes usuários da necromancia, porém não se encaixam no cliché de necromante: eles usam a necromancia para criar servos, trabalhadores braçais, artesãos, para ajudar a manter a sociedade funcionando.

Estamos trabalhando em adaptar esta região para as regras da 5e, ainda tem chão pela frente, mas abaixo você pode ter um pequeno spoiler do que está fazendo feito. Logo mais, teremos um arquivo com toda a “lore”, a história e detalhes de Karvox, bem como as informações para você adaptar essa região no seu mundo do D&D 5e!

Clique no link abaixo para ter acesso ao ritual e bote os fitonecróticos para bom uso!

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